Aparelhos uditivos que atendem a questão estética


Aparelhos auditivos que atendem a questão estética

O universo do aparelho auditivo sempre acompanhou questões importantes de sua época. Na década de 50, após a Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), a sociedade precisava inovar em questões de estética e moda, prova disso foi o sucesso que Christian Dior, importante estilista francês, fez nesse momento. As mulheres usufruíam de corpetes justos, chapéus ousados e maletas características do “look” otimista que veio a ser criado. Figuras como Marilyn Monroe, Brigitte Bardot, e Audrey Hepburn eram ícones que inspiravam as pessoas na maneira de se vestir.

Seguindo tal padrão de sofisticação, o Brinco com Aparelho Auditivo “Cleartone” foi criado em 1950, pela empresa “Sterling Manufacturing Company”. O funcionamento do aparelho auditivo deste brinco se dá através de seu circuito constituído, basicamente, de um microfone escondido logo atrás do design do material de fabricação, que inicialmente era trabalhado em diamantes, esmeraldas, e os mais simples eram fabricados em prata e marcassitas.

Os anos do clímax da costura, sofisticação e glamour, qual teve Paris com o centro da moda por retomar sua posse de líder em alta-costura, fez com que a capital da França criasse uma forte competição com a estética vinda da temida Inglaterra, da época. Período onde além dos tecidos vendidos, as bijuterias também faziam toda a diferença junto do uso das saias rodadas e os sapatos de bico fino.
Desta forma, além dos brincos valiosíssimos que incorporaram o contexto da década de 50, foram criados os colares com aparelho auditivo, fabricados em pérolas ou em bijuteria, pela “Custom Jewerly – Hal Hen”, feitos especialmente para senhoras que pretendiam esconder a deficiência auditiva. Estes colares funcionavam através de uma bobina de indução magnética ligada ao amplificador que deveria ser colocado no pescoço em forma de “T”.

O poema abaixo escrito por Geni Ellinger nos ajuda a compreender algumas questões ligadas ao imaginário da época, questões que priorizavam a vaidade:

 

Tudo é vaidade

“Ele usa um chapéu com uma borda muito apertada,

Mas um aparelho auditivo cabeça? Não para ele!

Os brincos dela beliscam e são tão grandes quanto notas de dólares,

Mas uma peça minúscula na orelha? “Não!” Ela grita.

Seu bojo bolsos com uma protuberância horrível,

Ele não tem espaço para um pequeno transmissor.

Ela aperta os olhos e franzi as sobrancelhas pelo esforço para tolerar,

Mas ela tem certeza de que um aparelho auditivo “estraga sua aparência”.

Vaidade, vaidade, tudo é vaidade.

E um aparelho auditivo é uma vaidade para uma humanidade vaidosa.”

Através do poema, é possível perceber a demasiada preocupação com o que era considero belo na década de 50, e os aparelhos auditivos, sempre muito engajados, fizeram o papel de suprir tal necessidade estética exibindo muito charme e elegância.

Conheça o Museu do Aparelho Auditivo da Rede de Clínicas Direito de Ouvir, ele está localizado em sua matriz em Franca/SP, dispondo de uma variada lista de itens a disposição de todos os interessados. Acessem: www.museudoaparelhoauditivo.com.br e saiba mais!

Tópicos: Aparelhos Auditivos, Direito de Ouvir, Museu do Aparelho Auditivo
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