Dificuldades de uma mãe com surdez


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Um vídeo em homenagem ao Dia das Mães da Nestlé tem comovido pessoas em todo o mundo. Nele, uma criança ensaia com a mãe a linguagem de sinais para conversar com um amiguinho, mas somos surpreendidos com o fato de a criança se comunicar dessa forma justamente por ter uma mamãe surda. A história emocionante levanta questões importantes como as dificuldades que uma mãe com surdez pode enfrentar. Já parou para pensar nisso?

Dificuldade de ouvir o bebê chorar

Para muitas mães com perda auditiva, ouvir o bebê chorar é praticamente um desafio. Muitas contam com a ajuda de pessoas ouvintes – pai, avós – para superar essa barreira. Outras lançam mão de estratégias, como dormir com o aparelho auditivo ou com o implante coclear, ou até mesmo usar uma babá eletrônica vibratória.

Segurar o bebê e fazer leitura labial no pediatra

Em algumas fases da vida, os bebês simplesmente não param. Então para as mães destes pequenos, ir a alguma consulta médica ou qualquer lugar que exija mais atenção pode ser bastante complicado. Imagine só que dificuldade: tentar se concentrar no que diz um pediatra enquanto seu pequeno se movimenta e quer andar a todo custo? Nestes casos, a maioria das mães leva uma ajuda a tira colo ou precisa pedir ao especialista um pouquinho de paciência. Qualquer que seja a opção, jogo de cintura é fundamental.

Não ouvir a babá eletrônica

A babá eletrônica tradicional pode ser totalmente inútil para uma mãe com surdez. Mas já é possível encontrar uma versão vibratória em muitos sites de comercio eletrônico na internet. Muito parecida com a versão tradicional, essa opção vibra ao detectar o choro da criança, alertando fisicamente os pais que não ouvem.

Comunicação em primeiro lugar

Confira o depoimento da personal trainer Liliana, que descobriu uma otosclerose após ser mãe e optou pelo uso de aparelhos auditivos:

Linda, loira e em boa forma. A professora de educação física Liliana Alves Pelliciari, de 40 anos, foge totalmente do estereótipo de pessoa com perda auditiva. Pois, acredite: ela usa, com muito orgulho, suas próteses há seis anos e encoraja sempre as pessoas a verem o lado bom disso.

Mas nem sempre Liliana foi assim tão bem resolvida com a sua perda auditiva. Durante anos, ela sentia que sua audição não era tão boa quanto a da maioria das pessoas, mas os exames não indicavam nada. Quando sua filha nasceu, ela teve a certeza de que realmente algo estava errado. Liliana notou que não ouvia tão bem o choro de seu bebê e que só conseguia escutar bem as conversas telefônicas em um dos ouvidos.

Ao procurar um médico, a personal trainer recebeu um diagnóstico de otosclerose, uma doença que provoca uma falha na formação óssea da orelha média e que, progressivamente vai causando surdez. Acontece assim: o crescimento anormal dos ossos desta região faz o estribo ficar paralisado. Com isso, a cóclea não recebe vibração sonora e não a transmite para o cérebro.

A princípio, Liliana não quis acreditar que pudesse ser verdade. Em um primeiro momento, aceitar a ideia de que ela teria que usar o aparelho auditivo foi muito difícil. Mas assim que ela começou a usar a prótese, tudo mudou. Assista ao depoimento dela aqui.

 

Tópicos: Saúde Auditiva, Surdez
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