Enem com tradução em Libras para deficientes auditivos


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Pela primeira vez, as provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) poderão ser traduzidas para os estudantes com deficiência auditiva.
As perguntas das provas serão apresentadas em um vídeo, no qual será “traduzida” por um intérprete de Libras. Além disso, haverá a opção de visualizar a questão na versão escrita.

Durante o Enem 2017, o candidato com deficiência auditiva deverá assinalar a resposta escolhida no cartão de respostas impresso, da mesma forma que fazem os demais participantes. Para isso, nos dias da prova, as pessoas com deficiência que poderão assistir eletronicamente aos vídeos receberão também o caderno físico de questões.

Para mostrar como será a vídeo-prova, o Inep usou exemplos de provas da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), que já usam o recurso. Confira como ele funciona aqui.

Segundo Mauro Eduardo, secretário para Inclusão da Pessoa com Deficiência, a medida será um passo importante no sentido da inclusão das pessoas surdas no Brasil. Além da vídeo-prova traduzida em Libras, os candidatos surdos ainda podem contar com o auxílio de tradutor-intérprete de Libras e o recurso de leitura labial.

Os candidatos precisam sinalizar as necessidades especiais na inscrição para o Enem que se encerra nesta sexta-feira, 19/5. É preciso anexar laudo médico que comprove a deficiência. Dessa forma, eles ganham o direito de ter a uma hora a mais para realizar o exame.

Deficientes são inspiração no ENEM

No ano passado, dois estudantes com deficiência auditiva chamaram atenção durante a prova do Enem. Bernardo Manfredi, 19, e Rodrigo Andrade, 17, obtiveram nota 1000 na redação, pontuação máxima para este quesito, algo que somente 77 candidatos foram capazes de alcançar na edição 2015 da prova.

Os dois estudantes convivem com a deficiência auditiva desde a infância. Ainda na maternidade, em Cabo Frio – RJ, Manfredi sofreu uma infecção que quase o levou a morte. Devido ao seu quadro clínico, ele foi transferido para outro hospital, passou por cirurgia e precisou de doação de sangue da própria irmã mais velha. Com tempo e muita luta, Manfredi se recuperou, porém com algumas sequelas. Entre elas, a surdez severa em ambos ouvidos, disgrafia profunda e transtorno psicomotor nas mãos e braços.

A história de superação de Rodrigo Andrade também começa ainda na infância. Devido a uma meningite, o jovem foi diagnosticado com deficiência auditiva com apenas 5 meses de vida. Desde então, Rodrigo teve acompanhamento de uma fonoaudióloga e o incentivo da própria família e professores para ir bem nos estudos. Conheça a história completa dos dois aqui.

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