Gene ligado à otosclerose é identificado


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Pesquisadores do Ear Institute da Universidade College London deram um passo importante para descobrir um tratamento para a otosclerose. Os cientistas identificaram que a doença hereditária pode ser causada por uma anomalia no gene SERPINF1 (Serpina Peptidase Inhibitor, Clade F), que codifica o fator de epitélio pigmentar-derivado, regulador conhecido de densidade óssea.

A otosclerose é uma doença de origem hereditária, que afeta uma em cada 200 pessoas em todo o mundo – principalmente mulheres. Nela, o crescimento anormal dos ossos do ouvido médico faz com que a movimentação do estribo fique comprometida.

Os ossos são compostos por minerais e cálcio que precisam ser renovados. Na otosclerose, há uma alteração nessa renovação. O crescimento anormal provoca uma espécie de calo nos ossos do ouvido médio.Uma vez imobilizado, o ossículo não consegue fazer a condução das vibrações sonoras da orelha média para a orelha interna  – o que resulta em uma perda auditiva condutiva.

Descoberta pode ajudar tratamento

A descoberta sobre o primeiro gene ligado à otosclerose é importante no sentido de entender os processos biológicos que resultam no problema.

O principal sintoma da otosclerose é a perda auditiva gradual, na maioria dos casos. Normalmente, quem sofre deste problema começa a sentir dificuldade para ouvir sons de baixa frequência. Isso pode vir acompanhado de tontura ou zumbido.

Como é feito o tratamento atualmente

A doença costuma aparecer por volta dos 20 ou 30 anos de idade e se não for tratada pode comprometer a audição com a surdez total.

Em muitos casos, o aparelho auditivo pode ajudar as pessoas com otosclerose. Este foi o caso da educadora física Liliana, que descobriu a otosclerose depois de ser mãe!

Em outros, medicamentos são usados para reduzir a evolução da doença. Mas para muitas pessoas a solução está na cirurgia.

Normalmente, a cirurgia substitui o estribo por uma prótese. Durante o procedimento, que é realizado sob anestesia geral ou local, o médico utiliza um microscópio cirúrgico, para remover o estribo defeituoso e introduzir no lugar uma prótese de teflon ou titânio (cerca de 4 milímetros) para restabelecer o fluxo das vibrações sonoras.

Como toda cirurgia, esta pode apresentar riscos, como distúrbios de paladar, perda de audição, problemas na face, perfuração do tímpano e zumbido, mas, na maioria dos casos, ela costuma ser bem sucedida.

Tire suas dúvidas sobre otosclerose!

 

Tópicos: Aparelhos Auditivos, Saúde Auditiva
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