História dos aparelhos auditivos


Os primeiros aparelhos auditivos eram enormes trombetas em forma de chifre com uma parte larga e aberta em uma extremidade que detectava o som. A trombeta gradualmente diminuiu e se transformou em um fino tubo que canalizava o som dentro do ouvido.

O desenvolvimento do aparelho auditivo moderno não seria possível se não fosse pela contribuição de dois dos maiores inventores do final do século XIX e início do século XX.

Alexander Graham Bell amplificou eletronicamente o som em seu telefone usando um microfone de carbono e uma bateria: um conceito que foi adotado pelos fabricantes de aparelhos auditivos.

Em 1886, Thomas Edison inventou o transmissor de carbono, que alterava os sons em sinais elétricos que podiam viajar através de fios e podiam ser convertidos de volta em sons. Essa tecnologia foi usada nos primeiros aparelhos auditivos.

Na década de 20, tubos a vácuo foram introduzidos aos aparelhos auditivos, o que tornou a amplificação do som mais eficiente, mas enormes baterias ainda os tornavam incômodos.

A Revolução Industrial permitiu a produção em massa de aparelhos auditivos e criou uma nova classe média que podia pagar pela tecnologia. No século XIX, várias empresas produziram suas próprias versões de aparelhos auditivos. Em 1898, a Dictograph Company apresentou o primeiro aparelho auditivo de carbono comercial. Um ano depois, Miller Reese Hutchison, da empresa Akouphone, no Alabama, patenteou seu primeiro aparelho auditivo elétrico funcional que usava um transmissor de carbono e bateria. Ele era tão grande que precisava ficar sobre uma mesa, e era vendido por US$400.

O ano de 1952 anunciou a era dos aparelhos auditivos de transistor. A adição dessas simples chaves on/off finalmente possibilitou o advento de um aparelho auditivo menor. Os primeiros aparelhos auditivos com transistor foram projetados para se encaixar nas armações de óculos. Posteriormente, eles foram adaptados para se encaixar atrás da orelha. O primeiro aparelho auditivo de transistor a ser lançado no mercado no final de 1952 foi vendido por aproximadamente US$230.

No século XX, os aparelhos auditivos se tornaram digitais. A qualidade do som melhorou e se tornou mais ajustável. Também durante esse período, os aparelhos auditivos programáveis foram introduzidos.

Na virada do século XXI, a tecnologia de computador tornou os aparelhos auditivos menores e ainda mais precisos, com ajustes para se acomodar a virtualmente todo tipo de ambiente auditivo.

A mais nova geração de aparelhos auditivos pode continuamente se ajustar para melhorar a qualidade de som e reduzir o ruído de fundo.

Tópicos: Aparelhos Auditivos
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