Histórias de quem descobriu a perda auditiva já adulto


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A perda auditiva é o mais frequente déficit sensorial da população, afetando mais de 360 milhões de pessoas no mundo todo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). O problema normalmente é relacionado a idosos ou às pessoas que nascem com deficiência auditiva, mas ele também é frequente entre adultos. Muitos crescem achando que o volume baixo dos sons é o padrão normal e se habituam a isso, quando na verdade possuem deficiência auditiva e não sabem.  Estas pessoas ouvem o que, para alguém sem a deficiência, são apenas sussurros.

Pessoas neste perfil vivem ao longo dos anos sem nunca terem tido contato com vários tipos de som. A falta de conhecimento ou informação para buscar um tratamento adequado provoca graves consequências, como a dificuldade de interação social, prejuízos nos relacionamentos profissionais e pessoais e, consequentemente, a diminuição da qualidade de vida.

Ouvindo a voz do filho

Katiane Andreia, 32 anos, paciente da Direito de Ouvir, sempre sentiu que tinha algum problema auditivo.  ‘‘ Eu aumentava o volume da TV mais que os outros, pedia pra falar mais alto, as pessoas praticamente gritavam comigo e eu não ouvia. Achava estranho, mas pensei que era coisa da minha cabeça’’, relata. Há cinco anos, quando trabalhava em uma panificadora, Katiane parou de ouvir  repentinamente. ‘‘ Do dia pra noite o mundo virou um silêncio imenso pra mim. Pouco tempo depois, tive o meu primeiro filho e foi angustiante não ouvi-lo’’.

Katiane relata que só depois de perder a audição totalmente é que procurou tratamento. ‘‘Quando busquei a reabilitação, tive que enfrentar mais uma barreira, a vergonha. Já me imaginava com aparelhos feios, mas, depois que conheci os modelos, optei por um quase imperceptível. Quando voltei a escutar, me dei conta do quanto sofri desnecessariamente antes. Nada se compara ao valor de ouvir novamente’’. Ela, que está grávida novamente, conta agora com a expectativa da emoção de ouvir o choro do seu bebê assim que ele nascer, privilegio que não teve com o primeiro filho.

Da caxumba a surdez

Paula Sposito Almeida, 23 anos, pegou caxumba no primeiro dia de escola, aos seis anos.  Na época, ninguém percebeu que a doença tinha provocado a perda de audição de um ouvido.  ‘‘ Tive muita dificuldade na escola,  sempre fui distraída nas aulas e compreender as explicações era um desafio imenso pra mim. Muitas vezes, me senti diferente dos outros e questionava a minha capacidade. Não sabia que tudo isso era devido a um déficit de audição”.

Já na fase adulta, Paula resolveu fazer um exame de audiometria e constatou a perda de audição.  ‘‘ Quando coloquei o aparelho, me senti como naqueles vídeos em que a criança ouve pela primeira vez, foi uma grande surpresa! Fiquei de boca aberta, pois nunca tinha tido a sensação de ouvir com o ouvido direito. Comecei a perceber coisas que antes não percebia, como a porta batendo, o som dos pássaros, o barulho dos carros. Se alguém me chamar hoje, não preciso virar tanto a cabeça. Se antes era estranho ficar com o aparelho, hoje acho estranho ficar sem’’, afirma. Assista à história dela aqui.

Da sala do fonoaudiólogo à academia

a personal trainer Liliana Peliciari, de 39 anos, cresceu acreditando que as outras pessoas ouviam mais do que ela, mas sem se dar conta de que possuía baixa audição. ‘‘ Muitas vezes, eu me excluía das conversas e ficava mais reclusa. Era difícil, mas era uma forma de me preservar’’, relata. Apenas há seis anos, quando a filha nasceu, ela constatou o que já desconfiava: não ouvia de um dos ouvidos. Procurou um especialista e veio o diagnostico. Ela tinha otosclerose, uma doença no ouvido médio que pode causar surdez progressiva ‘‘ Só aí entendi o porquê de não ter a mesma percepção de outras pessoas. Apesar do triste diagnóstico, tomei fôlego pra seguir em frente, afinal com o tratamento eu sabia que iria solucionar o problema que carreguei por toda a infância e adolescência.  Agora, tenho mais confiança nas minhas aulas, minhas alunas me motivam e até brincam com o apito do aparelho, minha vida ficou muito mais produtiva’’, conta.

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Tópicos: Perda auditiva, Saúde Auditiva
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