Imitânciometria: o que é? Como funciona?


o-que-e-imitanciometria

Diagnosticar se já alguma alteração na audição. Esta é a principal função da imitanciometria, um exame muito usado para complementar a audiometria. Mas você sabe como é realizado este teste? O que ele ajuda a diagnosticar? Confira a seguir:

O que é a imitanciometria?

Também chamada de impedanciometria, este exame tem por finalidade avaliar o funcionamento das estruturas (membrana timpânica, ossículos, etc) da orelha média e da tuba auditiva. Pode ser divido em três etapas: timpanometria, compliância e pesquisa do reflexo estapédico.

O que o exame avalia?

As ondas sonoras que entram pelo ouvido fazem vibrar a membrana timpânica que, por sua vez, movimenta os ossículos do ouvido. Esse estímulo que chega à cóclea é transformado em impulsos nervosos que são lidos pelo cérebro.

A imitanciometria avalia a complacência (flacidez ou rigidez) da membrana timpânica, bem como os limiares dos reflexos do tímpano, e os ossículos do ouvido médio (martelo, bigorna e estribo).

Como é feita a imitanciometria?

É um exame simples, rápido e normalmente indolor. Recomenda-se que o paciente esteja com os condutos auditivos limpos e que evite sons muito altos 14 horas antes do exame. Uma sonda é inserida no conduto auditivo externo de um dos ouvidos e um fone de ouvido no outro. Por meio dessa sonda injeta-se pressão. Há também um pequeno canal que fornece estímulo sonoro e outro que transmite de volta as respostas a esses estímulos e avalia o grau de deslocamento do sistema tímpano-ossicular. O exame não tem contraindicações,  pode ser feito em qualquer idade e não depende de respostas do paciente para ser realizado. Como ele normalmente é associado à audiometria, leva cerca de 1 hora para ser realizado.

Por que fazer uma imitanciometria?

Normalmente, a imitanciometria é solicitada para verificar as condições do ouvido médico e identificar se já secreções ou comprometimento na mobilidade do tímpano, nos ossículos ou problemas na tuba auditiva. Dessa maneira, ele tem um papel importante no diagnóstico de perda auditiva condutiva ou neurossensorial e em otites crônicas, por exemplo.

 Em que casos é recomendada a imitanciometria?

  •  Confirmar a coerência com a audiometria tonal
  • Controle de tratamento da otite média (orelha com presença de secreção)
  • Exame de rotina no pré e pós-cirúrgico da orelha média
  • Avaliar o local lesado em casos de paralisia do nervo facial
  • Pacientes portadores de quadro vertiginoso
  • Suspeitas de presença de anormalidades na orelha média, como, por exemplo, otite, disfunção tubárica e otosclerose
  • Dor de ouvido, alergias respiratórias e/ou respiração bucal
  • Crianças que falam excessivamente alto e pedem constantemente para repetir frases

 

Tópicos: Sem categoria
arrow-up