Labirintite: conheça os principais sintomas


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Tontura, vertigem, perda da noção de espaço e de equilíbrio e sensação de desmaio… Esses são os sintomas mais comuns da labirintite, distúrbio que afeta milhares de pessoas diariamente ao redor mundo.  Esse distúrbio é gerado pela inflamação dos labirintos que estão localizados no sistema vestibular, órgão que fica dentro do ouvido interno e é responsável por gerar e manter o equilíbrio e a orientação espacial do corpo humano.

Além disso, a labirintite atinge pessoas em todas as faixas etárias, e nem sempre possuí cura. Muitos convivem com a doença durante grande parte de sua vida, como é o caso da estudante de Direto, Juliana Teixeira, 21: “Descobri que tinha labirintite com aproximadamente 15 anos, quando comecei a sentir tonturas que surgiam sem motivo aparente (não havia corrido, girado ou feito nenhum movimento brusco)”.

SINTOMAS E TRATAMENTO

Os sintomas mais comuns são os mesmos para todas as pessoas que sofrem com a labirintite: diminuição da audição, vertigens e tonturas. Por esses motivos, o mais indicado é procurar um médico assim que os sintomas surgirem, já que isso facilitará o diagnóstico e possibilitará que o tratamento comece o mais rápido possível.

Outros Sintomas da Labirintite São:
Sensação de pressão dentro do ouvido;
Zumbidos no ouvido;
Líquido ou secreções saindo do ouvido;
Diminuição da audição;
Dor de cabeça;
Enjoos e vômito;
Febre acima de 38º C;
Diminuição do equilíbrio e tontura;
Queda de cabelo.

A intensidade de cada sintoma varia de organismo para organismo, além disso, os gatilhos para as crises de tontura também são diferentes para cada pessoa. Contudo, de modo geral, é recomendado que quem está passando por uma crise de tontura evite movimentos bruscos com a cabeça e busque ficar em repouso em local com pouca luminosidade e livre de barulhos.

Convivendo há 6 anos com a labirintite, Juliana afirma:  “Para que os sintomas melhorem é preciso sentar em um ambiente escuro, às vezes durante horas. A labirintite impossibilita qualquer ação, posto que a sensação de tontura, perda de visão ou visão turva e a ausência de noção de espaço são fortes”.

Ela também declara que existem algumas situações e até alimentos que favorecem a ocorrência das crises: “Existem alguns gatilhos, como pressão baixa, alguns alimentos (feijão e banana em excesso) e situações que geram estresse emocional forte”.

IMPACTO NO COTIDIANO

Com isso, fica impossível prever quando ou mesmo a frequência com que a labirintite ocorrerá, gerando ainda mais incômodos para quem sofre com esse problema. O impacto no cotidiano é grande. “Já passei por situações constrangedoras quando cai ou quase cai…”, afirma Juliana, que hoje já está mais habituada com as crises. “Consigo levar numa boa porque não é tão frequente, mas quando acontece é incapacitante. A única dica que posso dar para outras pessoas é sentar no escuro e tomar algum remédio”.

Alguns procedimentos caseiros podem amenizar os sintomas, como a ingestão de líquidos (água, chá ou sucos) e de alguns alimentos. Mas, eles não substituem a devida medicação.

Por isso, é importante lembrar que a medicação adequada e o tratamento para labirintite devem ser indicados por um otorrinolaringologista. A automedicação não deve ser feita, já que se trata de um problema que pode afetar diversas estruturas importantes responsáveis pela audição e pelo equilíbrio.

Ao sentir os sintomas, consulte um médico.

Tópicos: Audição, Saúde Auditiva
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