Pesquisador surdo cria tecnologias para deficientes auditivos


Dimitri Kanevsky é um exemplo de superação. O engenheiro soviético, que se mudou para os Estados Unidos ainda pequeno, perdeu a audição quando tinha três anos de idade. Hoje, ele trabalha em um grande centro de pesquisa no desenvolvimento de uma tecnologia que permite que pessoas surdas possam conversar facilmente pelo celular.

Funcionário do departamento de algoritmos de voz e linguagem no Thomas Watson Research Center, da IBM, Kanevsky está desenvolvendo o projeto com outros 13 companheiros. O desempenho do grupo está sendo tão bom que eles receberam uma homenagem na Casa Branca, em Washington, nos EUA.

Trabalho em prol dos deficientes auditivos

Desde o início de sua carreira, Kanevsky tem vontade de trabalhar para auxiliar os deficientes auditivos. Em uma entrevista ao site CNET feita justamente com um dos aparelhos inventados por ele, o soviético explicou como funciona o seu software: durante uma chamada telefônica, o dispositivo transforma as palavras ditas pela pessoa do outro lado da linha em texto, permitindo que o surdo leia o que está sendo falado e responda tranquilamente por voz.

“É uma tecnologia que sugeri há 15 anos. É uma espécie de transcritor automático. Como as coisas evoluíram desde aquela época, vim aperfeiçoando este projeto e hoje utilizo outras funções, como reconhecimento de voz, por exemplo. Ele ouve o que estamos falando no telefone e tem a habilidade necessária para escrever o texto e colocar na web. Então, os surdos podem ler o texto. É bem simples”, comentou.

Novas tecnologias e homenagens

Esta não é a única tecnologia desenvolvida pelo engenheiro para ajudar os deficientes auditivos. Em meio às diversas ideias que ele já teve, uma era a de um óculos que reconheceria o que estava sendo falado e faria uma transcrição exata das palavras em forma de texto. Tanto empenho na busca por inovações, é claro, não poderia passar despercebido, daí a honraria oferecida na Casa Branca.

“Fiquei honrado em receber a homenagem e ser reconhecido pelo trabalho feito na IBM. Acredito que seja importante que todos os deficientes auditivospossam ter a noção de que têm tantas condições quanto qualquer outro. Espero que isso ajude também outros engenheiros a fazerem projetos para deficientes”, completou.

Fonte: Techtudo 

 

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