Ronco, apneia do sono e suas relações com a perda auditiva


O ronco passou a ser considerado um problema de saúde, visto que os pacientes roncadores procuram tratamento por diversos fatores, os quais, de acordo com o Consenso em Ronco e Apneia do Sono, vão desde os “(…) ruídos que interferem no sono do (a) companheiro (a), até outros sintomas”.

Um estudo publicado no Archives of Otolaryngology – Head & Neck Surgery estabeleceu uma relação entre a apneia do sono e a perda repentina da audição.

Por que roncamos?

Quando estamos dormindo os músculos das vias aéreas relaxam, não só eles, mas toda a musculatura do corpo, com isso o espaço por onde o ar passa fica reduzido. Ao passar por esse estreitamento, o ar faz tecido como o palato mole (céu da boca), a língua e as amídalas vibrarem, produzindo um ruído. É o famoso ronco.

Já a síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) é uma obstrução da passagem do ar, ou seja, há paradas na respiração. Frequentemente está associada ao ronco.

Sabe que a prevalência é no sexo masculino, a obesidade e o fator idade também contribuem para a alteração. O ronco habitualmente se associa com apneia. Fiquem atentos aos sintomas:

DIURNO: sonolência excessiva, perda de memória, falta de atenção, diminuição da concentração, baixa produtividade, diminuição da libido, impotência, cefaleia, cansaço ao acordar, agressividade, irritabilidade, ansiedade, depressão e amnésia retrógrada.

É importante citar que criança é diferente, problemas cardiovasculares e problemas comportamentais (como hiperatividade, agressividade e agitação), diminuição na concentração, hipersonolência diurna (em crianças mais velhas) e baixo aprendizado na escola.

NOTURNO: roncos, apneias, engasgos durante a noite, sufocação noturna, agitação, insônia, refluxogastroesofágico (acorda com azia, pigarro, sensação de bolo na garganta), sudorese noturna (pelo próprio estresse respiratório).

O diagnóstico da SAOS é realizado por meio da avaliação clínica e confirmado pelo estudo polissonográfico, ele é o método mais objetivo para a avaliação do sono e de suas variáveis fisiológicas, serve para quantificar e qualificar o sono da pessoa, importante para o controle da doença. Essa alteração atualmente é considerada um problema de saúde pública por causar aumento de acidentes de trânsito e trabalho, bem como, comprometimento cardiovascular, metabólicas, humor, cognição, AVC.

Um estudo realizado por Jau-Jiuan Sheu, MD, professor de neurologia do Hospital de Medicina de Taipei, em Taiwan, pesquisou a respeito da relação entre apneia do sono, à perda de audição súbita. Ele informou sobre as inúmeras possibilidades, uma delas seria que a apneia obstrutiva do sono e perda auditiva neurossensorial súbita podem estar associadas a um número de consequências cardiovasculares e metabólicas.

Está bem provado que a apneia do sono aumenta a pressão arterial. “A combinação desses fatores resulta em um aumento da doença cardiovascular, que pode resultar em insuficiência vascular cerebral que pode levar a perda auditiva”.

O sono é uma função, sendo muito importante para o fortalecimento do sistema imunológico, secreção e liberação de hormônios (hormônio do crescimento, insulina entre outros),memória, aprendizado,relaxamento e descanso da musculatura, ajuda a obter um melhor desempenho físico e mental.

O tratamento pode variar e deve ser orientado de acordo com cada caso, podendo ser: medicamentoso, cirúrgico, CPAP ( aparelho que fornece pressão contínua de ar), fonoaudiológico e/ou ortodôntico.  Sendo que a terapia fonoaudiológica é indicada para roncos, apneias leves e moderadas. É importante que seja descartada obstruções nasais graves.

Ao detectar-se qualquer alteração em sua capacidade auditiva, preencha seu cadastro no site: http://direitodeouvir.com.br/cadastroPaciente.php e entraremos em contato com você para agendar sua consulta na clínica mais próxima de sua região!

Fonte: Fonoaudióloga credenciada Direito de Ouvir – Jeanne Mara Guimarães

 

Tópicos: Direito de Ouvir, Fonoaudiólogos, Perda auditiva, Ronco e apneia do sono
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