Como identificar e tratar o ronco do seu filho


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Uma em cada dez crianças ronca. Além de surpreender muitos pais, o ronco infantil pode representar riscos para o desenvolvimento dos pequenos. Estudos apontam, por exemplo, que meninos e meninas que roncam pode ter seu crescimento comprometido, já que a oxigenação dos tecidos é prejudicada, em principalmente nos casos de apneia.

Especialistas estimam que metade das crianças que roncam podem sofrer de SAOS (Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono), uma doença crônica que causa a obstrução parcial ou total das vias respiratórias. Isso causa paradas repetidas e temporárias da respiração  – por um período de pelo menos 10 segundos  – enquanto a pessoa dorme.

A Academia Americana de Pediatria recomenda que as crianças que roncam sejam examinadas sempre, principalmente para detectar a apneia.

Por que a criança ronca?

Normalmente o ronco é provocado pela obstrução das vias aéreas. Mas o que pode causar esta obstrução? Diversos motivos:

  • Alergias – poeira, ácaros
  • Infecções  – de garganta, na amígdala
  • Obesidade – a gordura acumulada em volta do pescoço atrapalha e deixa a musculatura mais frouxa e dificulta a respiração
  • Cansaço
  • Uso de chupetas e mamadeiras – alteraram a arcada bucal das crianças e, mudando seu formato, prejudica a passagem do ar

Como identificar a apneia?

Além de exames clínicos realizados por um pediatra e/ou por um otorrinolaringologista, é realizado uma polissonografia. Este teste determina o que acontece no corpo da criança enquanto ela dorme (oxigenação do sangue, atividade do cérebro, posições, respiração). Normalmente ele é realizado em crianças com idade entre 4 e 7 anos para investigar as causas da apneia ou a causa da obstrução das vias respiratórias.

Quando o ronco pode ser considerado preocupante

As crianças que roncam com frequência e que apresentam os sinais abaixo correm risco de serem portadores da apneia do sono. Fique atento:

  •  Sonambulismo
  •  Esforço para respirar
  •  Dormir com a cabeça esticada trás para tentar manter a via aérea aberta
  •  Suor excessivo –  Hiperatividade do sistema nervoso simpático desregulado pela falta de oxigênio
  •  Fazer xixi na cama –  O descontrole dos hormônios que regulam a produção de urina é mais frequente em crianças com apneia
  •  Hipertensão arterial – Eleva as chances de apneia do sono
  •  Síndrome de Down  – também aumenta muito o risco da ocorrência da apneia
  • Obesidade – 30% das crianças obesas sofrem apneia do sono, o que aumenta o risco de outras doenças metabólicas e dificulta o combate da própria obesidade.
  • Cansaço, mau humor e queda de rendimento escolar

Se seu filho ronca com frequência, converse com o pediatra. Ele poderá investigar o problema e indicar qual é o próximo passe caso haja a necessidade de um tratamento específico. Normalmente, são tratadas as causas mais comuns. Caso ocorra a apneia, é necessário fazer um tratamento especial.

 

Tópicos: Fonoaudiólogos
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