Som alto nas academias afeta saúde auditiva


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Centros de bem estar, as academias de ginástica podem representar uma séria ameaça para a saúde auditiva. Estudos apontam que a música de aulas como spinning, zumba e jump atingem cerca de 110 decibéis, um nível considerado perigoso e que pode provocar perda auditiva tanto para os alunos quanto para os educadores físicos.

Que a música pode ser um grande estímulo durante os exercícios ninguém discute. Mas a exposição prolongada a sons altos pode provocar a perda auditiva induzida por ruído.

Pesquisas na universidade na Virgínia, Estados Unidos, George Mason University in Virginia que mostraram que níveis de ruídos durante aulas de spinning, em certas academias, nos Estados Unidos  atingem, com frequência, 100 a 110  decibéis (dB), os quais são de 30 a 40 decibéis mais elevado do que o nível máximo recomendado.

Saúde auditiva dos instrutores corre mais risco

Uma hora de exposição não deixa nem o participante ou instrutor com perda auditiva, mas exposição prolongada e constante a decibéis acima de 90 (dB) pode causar perda auditiva permanente devido dano que ocorre na célula ciliada no ouvido interno.

Nas empresas, o uso de protetores de ouvido é obrigatório entre os trabalhadores que executam funções com exposição ao ruído. Nas academias, no entanto, não há nenhuma proteção para professores, colaboradores e alunos.

Nas aulas de spinning, que simulam trajetos de bicicleta, alunos e professores pedalam embalados por músicas altas. Os educadores físicos ainda gritam a cada mudança de exercício, o que torna o barulho ainda maior.

Diversas pesquisas avaliaram os índices de ruído em academias e a percepção deles pelos professores. Os resultados mostraram que 86% das academias trabalhavam com valores acima dos limites permitidos pela legislação vigente referido em 85 dB(A), sendo que algumas delas atingiu o valor de 105 dB(A).

Um estudo realizado em Curitiba investigou o perfil audiológico de 32 professores destas academias. Os resultados divulgam que 15% dos professores avaliados apresentaram perda auditiva neurossensorial para frequências agudas, com medidas de imitanciometria normais, exceto para o reflexo acústico contralateral em 4 kHz que esteve ausente em 96% dos avaliados.  Zumbido (24%), sensação de ouvido tampado (15%) e baixa concentração (15%) foram as queixas mais relatadas.

Como se proteger

Para evitar ou pelo menos atenuar os riscos de danos à audição, o melhor é usar protetores auriculares na academia. Com eles é possível reduzir o volume excessivo do ambiente, mas sem deixa de ouvir as músicas. Estima-se que protetores reduzam entre 15 e 25 decibéis o barulho do ambiente.

Outra forma é reduzir a exposição prolongada ao som alto. Fazer pausas após aulas com som intenso também ajuda a preservar a saúde auditiva. Se for correr ou fazer qualquer outro exercício com fones de ouvido, é importante baixar o volume. Os fones também podem ser grandes inimigos da sua audição – confira dicas para usá-los de maneira segura.

Mais uma dica para quem malha ou trabalha em ambientes ruidosos: faça exames auditivos periódicos para saber como está sua saúde auditiva e, se tiver qualquer dúvida, o ideal é consultar sempre um médico otorrinolaringologista e fazer uma avaliação. Ele dará as orientações necessárias para prevenir ou impedir o agravamento do problema.

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Tópicos: Audição, Perda auditiva, Saúde Auditiva
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